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Ieclb em Lajeado celebra 506 anos da Reforma Luterana

  • Foto do escritor: Renata
    Renata
  • 1 de nov. de 2023
  • 3 min de leitura

Na manhã desta terça-feira (31) a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em Lajeado (Ieclb) celebrou os 506 anos da Reforma Luterana em um culto na Igreja de Cristo, no centro de Lajeado. O Pastor Sinodal Luis Henrique Sievers participou, falando sobre a temática “Agora são outros 500”. Além disso, o Coro da Comunidade apresentou músicas da Reforma. A oferta do Culto será doada para o Centro Lenira Maria Müller Klein, da Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Slan) que foi atingida pela enchente e atende crianças e adolescentes de diferentes contextos e vulnerabilidades.


O Pastor Sinodal, Luis Henrique Sievers, confessa que é sempre bom voltar a Comunidade Evangélica de Lajeado, onde atuou por 13 anos como Pastor, levando a palavra de Deus em funções paroquiais. “Quando dizemos “são outros 500”, significa que pode ser outro assunto, outro contexto e é nesse sentido que usei a expressão no Culto. Para dizer que a história e o contexto mudaram, pois somos desafiados a dar respostas as angústias que estão nos corações das pessoas e nos nossos próprios corações. Lutero partiu em busca de respostas e encontrou uma que naquele tempo e para aquela época, fez todo sentido”, diz o Pastor, ao afirmar que hoje é preciso entender as angústias, quais perguntas e respostas que os evangélicos de confissão luterana têm para dar hoje com a sensação de liberdade, de estar nos braços e mãos de Deus.


Conforme Sievers, somente a fé pode acolher quem viver plenamente ela, sendo o que transforma os últimos em primeiros. “A salvação não se encontra em nós, em nossos méritos, mas vem de Deus. Através da iniciativa dele, somos conclamados como seres humanos a um só corpo, a um só gesto, a confiar na misericórdia, na graça e no amor de Deus”.


A Pastora Miriam Diefenthaeler conta que o legado que Martinho Lutero deixou é que não se deve fazer negociata com Deus e o procura-lo apenas quando se precisa. “Lutero é muito atual quando traz a questão da fé como graça da salvação como presente de Deus. A Reforma Luterana no contexto mundial faz refletirmos sobre a importância da fé e de relações gratuitas mais amorosas, que foi o que Lutero buscou”, diz.

Pastora relembrou o quanto Lutero sempre falou em investir na educação, além da educação cristã, que rompe com o padrão e traz a educação para dentro da vida cotidiana. “Ele sempre disse que os jovens precisam aprender a ler a palavra e o mundo, além de incentivar a profissionalização e a mulher enquanto professora, sendo precursoras do movimento, fazendo com que todos na época refletissem enquanto humanidade, diversidade e inclusão de todas as pessoas”.


É sobre todo o legado e propostas de Lutero que o Pastor Henrique Arnold, destaca que não se pode esquecer tudo o que ele fez, tanto a nível da igreja, quando social, relembrando que muitas das propostas que Lutero fez há 500 anos atrás ainda hoje vivemos, mas entraram no esquecimento. “A figura da professora mulher em sala de aula, hoje é tão normal que esquecemos que foi uma das teses dele. Lutou por escolas públicas, por meninas e meninos estudando no mesmo ambiente escolar, salientando que todas as pessoas tem direito de serem filhas e filhos de Deus”.


Arnold, de 31 anos, afirma que escolheu ser Pastor por sempre recordar o exemplo da família. “O que sempre mexeu comigo e ainda hoje mexe, não apenas viver a fé da boca pra fora, mas também a fé na prática e colocar em prática, mudando a vida das pessoas. Quero lembrar as pessoas o que Jesus anuncia, o que evangelho traz sobre vida em abundância para que olhem as dificuldades e tentem mudar elas”.


A Reforma Luterana


Foi em 1517 o início da Reforma Luterana, movimento que aconteceu na Alemanha, quando o Monge Martinho Lutero, não estava de acordo com algumas ideias e pensamentos da igreja católica do seu tempo. A data marca o movimento histórico, quando Lutero fixou 95 teses na porta do Castelo de Wittenberg. As teses caíram na mão de pessoas que conheciam a imprensa e o potencial transformador e revolucionário colaborou para esse processo. Uma das teses era sobre a venda das indulgencias que para entrar no céu era preciso pagar. Lutero não concordava e isso mexeu com poder eclesiástico da época, além de tantas outras teses que ele escreveu, sendo o estopim para uma série de outras questões que foram abraçadas pela reforma.

O vice-presidente da Comunidade Evangélica de Lajeado, Thomas Hoppe, destaca que o momento da Reforma foi a justificação pela graça e pela fé, onde Lutero mostrou para todos que não é possível comprar um lugar no céu, além da importância do amor incondicional, de uma doação que não pede nada em troca.



 
 
 

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