Comunidade Evangélica de

Confissão Luterana em Lajeado
 

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Nossa história

A Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Lajeado foi fundada no ano de 1895 por cerca de 30 famílias. A primeira igreja foi inaugurada no dia 05 de fevereiro de 1899. Tratava-se de um prédio humilde, mas que, dominicalmente, acolhia amorosamente seus membros para os cultos de louvor ao Deus da vida. A Torre da Igreja de Cristo, no Centro de Lajeado, foi construída e inaugurada no dia 12 de fevereiro de 1928. Diante do crescimento no número de membros da comunidade, decidiu-se demolir a antiga igreja e construir outra com uma arquitetura mais moderna e que comportasse um maior número de pessoas confortavelmente. A pedra fundamental foi lançada no dia 06 de julho de 1969 e a nova igreja foi inaugurada no dia 31 de outubro de 1974.

A Torre da igreja antiga foi conservada e embeleza o centro da cidade até a atualidade, recebendo destaque seu estilo arquitetônico.

 

Até 1899 a Comunidade de Lajeado fazia parte da Paróquia de Conventos. Cinco anos após a sua fundação, constituiu Paróquia, fazendo parte dela as comunidades de Lajeado, São Gabriel e Sampaio. O primeiro pastor residente foi o Rev. Otto August Hermann Grell. Sob sua gestão foi construída e inaugurada a primeira casa paroquial no dia 04 de fevereiro de 1906. Entre 1906 e 1908, filiou-se à Paróquia de Lajeado a Comunidade de Forqueta e, em 1910, a de Boa Esperança. Em 1960 a Paróquia era composta pelas comunidades de Lajeado, Cruzeiro do Sul, São Caetano e Palmas.

O primeiro automóvel de propriedade da comunidade, um Ford modelo A 1929, foi adquirido no ano de 1949.

Em abril de 1959, foi fundado o Grupo da Legião Evangélica na Comunidade de Lajeado. O objetivo da Legião Evangélica era dar suporte para assuntos administrativos numa perspectiva bíblica e evangélica. Para isso foram organizados seminários para presbitérios do Alto Taquari, os quais foram de suma importância para as Paróquias e comunidades. A partir de 1960 foram realizados seis Fóruns de Presbíteros em que foram estudados temas como Batismo, Penitência, Santa Ceia e outros. A partir disso foi lançada a ideia de instituir a Academia Evangélica para aprofundar os temas: “Onde estamos nós na vida pública?” e “A Origem do Ser Humano”.

Planejamento estratégico da paróquia na década de 60

Sob sugestão do presbitério e da Legião Evangélica, foram criados os Pontos de Pregação nos Bairros São Cristóvão (antigo Bairro Piraí) e Olarias. Em 1961 foi lançada a pedra fundamental para a construção do templo no Bairro Olarias. No Bairro São Cristóvão foi adquirida uma área com 12 terrenos para a construção de um Centro Social no ano de 1962. Também foi concluída a construção do Cemitério Novo que, atualmente, fica próximo à Rodoviária em Lajeado.

 

Em 1962 a Comunidade adquiriu do CEAT (Colégio Evangélico Alberto Torres) os terrenos onde acontecia a Festa da Alegria para construção da futura igreja. Esses terrenos ficavam no centro de Lajeado. Nessa época a comunidade começou a distribuir cestas básicas e donativos para 35 famílias carentes da região. O número de cestas básicas distribuídas chegou a 90.

Em 1966 foi realizado o primeiro Culto Ecumênico em Lajeado por ocasião do Jubileu de Diamante do Município, com a colaboração do Grande Coral do Jubileu. Também temos relatos de celebrações no presídio de Lajeado na época do Natal.

Fonte: 75 Anos de Igreja de Cristo – P. Manfred Hasenack, 1974

 

A Comunidade na atualidade

A Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Lajeado é composta por cerca de             famílias-membro, somando um total de mais de 3.400 pessoas batizadas. Da Comunidade fazem parte os três pontos de pregação (Jardim do Cedro, Gustavo Adolfo e Barra da Forqueta), bem como a sede da comunidade onde fica a Igreja de Cristo – centro e a Torre da antiga igreja.

 

Uma longa história de dedicação

Lucena Bogner conta sobre sua atividade como sineira

 

Lucena Bogner nasceu em 02/02/1934, filha de Arthur e Olinda (Gräbin) Bogner. É a segunda filha das três filhas e um filho do casal Bogner. Cresceu no interior, na propriedade rural da família, em São Jacó Baixa/Estrela. Frequentou o Ensino Confirmatório na Comunidade Evangélica de Novo Paraíso/Estrela e foi confirmada aos 12 anos de idade. Aos 17 anos foi morar com a família do Pastor Hans Wendt e sua esposa Elizabeth, em Estrela, com a incumbência de auxiliar nos trabalhos da casa e cuidar das crianças. Paralelamente, assumiu, ainda, a função de sineira da Comunidade Evangélica de Estrela. Iniciava-se, assim, um longo período de dedicação e de serviço à Igreja!

 

Depois de sete anos junto à família Wendt, Lucena retornou para a casa paterna e materna. Havia conseguido comprar, com o resultado de seu trabalho, uma máquina de costura. Em casa, juntamente com a mãe e a irmã Nelma, Lucena passou a exercer a profissão de costureira para uma firma de Estrela. Quando essa firma se instalou em Lajeado, Lucena e a irmã passaram a residir nesse município, partilhando até hoje a mesma moradia.

Sua atividade como sineira na Comunidade Evangélica de Lajeado teve início no findar do ano de 1976, em 28 de dezembro. Nesse dia, o sino, pelas mãos de Lucena, proclamava, com alegria, a realização de três Bênçãos Matrimoniais consecutivas! Em 03 de janeiro de 1977, Lucena foi contratada, oficialmente, como sineira da Comunidade, permanecendo nessa função até 30 de janeiro de 1986.

 

Devido a dificuldades físicas oriundas de uma queda, durante um período de sete anos o sobrinho de Lucena, Cássio Ricardo Bogner, a substituiu na função. Lucena retomou sua atividade em 01 de maio de 1993, permanecendo nela até o ano de 2014. Além dessa função, Lucena assumiu ainda outras funções que se fazem necessárias por ocasião dos cultos, entre as quais a preparação do material para a realização dos dois sacramentos - Batismo e Santa Ceia.

Atualmente o sino é tocado eletronicamente.

Lucena conta que, inicialmente, o sino tocava ao meio-dia e às 18h, auxiliando na organização da vida das pessoas na proximidade. Por ocasião dos cultos, o sino era tocado uma hora antes do início da celebração. Era tocado de novo meia hora antes, no início e no término de cada culto. “Os cultos aconteciam, na maioria das vezes, de manhã. Quando o sino tocava pela primeira vez, ele estava avisando que era hora de saltar da cama e se arrumar para ir à igreja” – diz Lucena.

Quando havia sepultamentos, Lucena subia pela estreita escadaria de madeira que conduz ao alto da torre, onde estão os dois sinos, e, equilibrando-se em uma viga, amarrava uma corda no pêndulo de um dos sinos. Sentava-se, então, no peitoril de uma das janelas e, com a corda entre as mãos, puxava o pêndulo contra a parte interna do sino trinta vezes. Repetia essa sequência por mais duas vezes. As noventa badaladas intercaladas pelas duas pausas indicavam, então, o falecimento de um membro da Comunidade, ou seja, sua saída desta vida terrena e sua entrada na vida eterna.

Com o passar do tempo, especialmente em razão do crescimento da cidade ao redor da própria Igreja de Cristo, algumas vozes pressionaram a liderança da comunidade a alterar o ritmo diário dos sinos, o que aconteceu gradativamente. Atualmente, os sinos são tocados somente por ocasião de Bênçãos Matrimoniais e no início e término dos cultos! “Antigamente, o sino chamava as pessoas para o culto; hoje, ele somente anuncia que o culto está começando e terminando”, reflete Lucena.

Ainda que não se possa ouvir com a mesma frequência o badalar dos sinos que estão na torre da antiga igreja da Comunidade Evangélica de Lajeado, ele permanece como mensageiro da “paz, alegria e glória” (Friede, Freude und Herrlichkeit - como indica a inscrição, em língua alemã, em um dos sinos), que provêm do Deus que nos reúne em culto, na comunhão com irmãos e irmãs na fé!

Atualmente Lucena integra a comunidade de Lajeado como ouvinte do sino e passou seu legado adiante.

(Texto: Scheila dos Santos Dreher, adaptado por Pra Miriam D)