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Confissão Luterana em Lajeado
 

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MEDITAÇÕES

A Palavra de Deus é a relíquia das relíquidas, a única, na verdade, que nós, cristãos, reconhecemos e temos. (MARTIN LUTERO)

Liberdade e escolhas

Ninguém passa pela vida sem fazer escolhas. Não podemos ser nem ter tudo. Somos apenas uma pequena parte de tudo o que existe no universo. Quem se arrisca a “abraçar o mundo”, perde-se de si mesmo. Portanto, precisamos aprender a selecionar o que consideramos importante para a vida. Somos o que escolhemos ser, com os acertos e os erros desta tal liberdade.

Uma escolha depende das ofertas e oportunidades do momento. Liberdade tem seus limites. Por outro lado, selecionamos conforme valores, desejos e necessidades pessoais ou coletivas. Liberdade também tem seus condicionamentos. Entre a oferta e a procura tomamos as nossas decisões.

 

Parece simples, mas não é. Escolhas nos deixam muitas vezes angustiados, indecisos e temerosos.  Lá dentro de nós, perguntamos pelo que é certo, pelo que é errado, pelo que convém e pelo que não convém. Temos medo de errar. A estrada da vida tem bifurcações e atalhos desconhecidos, que não sabemos ao certo onde vão dar. Toda escolha envolve uma boa dose de risco. Certeza absoluta não existe. O medo pode nos paralisar. Precisamos avaliar bem e decidir.

 

A passagem bíblica de Deuteronômio 30.15 impressiona: “— Hoje estou deixando que vocês escolham entre o bem e o mal, entre a vida e a morte.” É uma oferta que Moisés faz a um povo já livre da escravidão do Egito. Parece uma proposta absurda, sem sentido. Quem não quer o bem e a vida? Uma leitura mais atenta revela que os caminhos da liberdade exigem de nós compromissos. A escolha pelo bem e a vida de todos precisa ser sustentada com palavras e ações. Escolher é também comprometer-se. 

 

As opções que Moisés oferece ao povo são as seguintes: 1) Permanecer junto a Deus e viver das suas bênçãos ou 2) Afastar-se Dele e correr o risco de uma vida breve e sem perspectiva (Dt 30.19). A escolha de ficar junto a Deus significava compromisso de obediência e amor a ele, bem como de cumprimento das suas orientações, como os 10 Mandamentos, por exemplo.

 

Também em questões de fé precisamos tomar decisões. As ofertas são muitas. Nossa sede por espiritualidade e sentido da vida é grande. Muitas são as dúvidas e os temores que assombram as pessoas. São tantas vozes a gritar “é por aqui!” Há um caminho seguro?

 

O apóstolo Paulo propõe um caminho que, nas suas palavras, “é o melhor de todos”: o amor (1 Coríntios 13). Quem decide trilhar pelo caminho do amor assume o compromisso com certo comportamento. Nas palavras de Paulo: “Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.” 

Aquilo que costumamos chamar de “destino” tem muito a ver com as opções que fazemos na vida. Basta olhar para trás. Ele é, em grande parte, o resultado das nossas escolhas, certas ou erradas.

 

Queremos liberdade e direito de escolha. Mas nem sempre queremos assumir os compromissos resultantes das opções que fazemos. Então experimentamos frustrações e não chegamos a lugar algum. Todo caminho precisa ser trilhado, percorrido, para se chegar ao destino. É como querer amor sem querer amar. 

P. Luis Henrique Sievers